Provas da Ressurreição de Cristo

by davidraimundo

Amigos, permitam-me repassar mais uma vez a Mensagem que nos tem sido comunicada: o Cristo morreu pelos nossos pecados, exatamente como dizem as Escrituras; foi sepultado e se levantou da morte no terceiro dia – mais uma vez, exatamente como dizem as Escrituras. Apareceu vivo a Pedro, depois aos seus seguidores mais próximos e, mais tarde, a mais de quinhentos seguidores ao mesmo tempo. Depois ele passou um tempo com Tiago e com o restante dos que chamou para falar em seu nome, e, ainda, apareceu vivo a Paulo, tal como o próprio deixou registado nas suas cartas. Paulo foi aquele que passou anos a perseguir a igreja de Deus, mas a ele foi concedida a graça bondosa de ver Cristo.

Depois disto, Cristo apareceu a homens e mulheres, de todas as idades, etnias e nações, ao longo dos séculos. Apareceu-lhes em muitos contextos, falando-lhes em muitas línguas e de muitas maneiras. Muitos deles estão por aí e podem confirmar o que eu digo (ainda que outros já tenham morrido).

Ora, finalmente, Cristo apareceu-me também a mim. Muitas vezes só o reconheci em retrospetiva, por causa da miopia e da surdez severas de que padeço. Mas hoje sei que era ele. Era ele que me falava através da gargalhada desprendida e leve do professor australiano que gentilmente nos encorajou quando, recém-chegados a Díli, enfrentávamos, pasmos e abalados, as grandes diferenças culturais. Apareceu-me, também, no sorriso desconcertante do Sr. M. quando ele contava histórias de intenso sofrimento e tortura causada pelos soldados indonésios. Vislumbrei-o na tristeza do A., um rapaz indonésio proveniente de Timor ocidental que, em Díli, com um semblante perdido, nos contava sobre a mãe gravemente doente em Kupang…

Estes são apenas três exemplos de encontros com Cristo que tenho, hoje, bem presentes e vívidos no coração e que constituem provas da sua ressurreição. De facto, amigos, Cristo está vivo e encontramo-lo nas nossas cidades, nas nossas ruas. Aparece-nos de diversas formas e em diversos rostos. Creio que nos aparece, sobretudo, nas “feridas abertas do nosso mundo” como sugere Tomás Halik na sua belíssima obra O Meu Deus É Um Deus Ferido, na qual procura traduzir e ampliar a experiência do apóstolo Tomé que, tocando nas feridas de Cristo, o reconhece, enfim, ressurreto.

Haja, pois, colírio suficiente para vermos Cristo no nosso próximo. Talvez esta seja a mais definitiva de todas as apologéticas.

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