Graça

A Graça!
Bendita Graça que me alimenta e sustenta!
Maravilhosa Graça que me move e comove!

Ar que respiramos.
Éter em que existimos e nos movemos.
Canção que sem escutar ouvimos.
Voz que vem no som das ondas que não é a voz do mar!
Medicina universal que a alquimia não encontrou mas que Deus demonstrou.
Bálsamo para os corações dos homens e das mulheres.
Essência irredutível do Deus trino que não pode ser reduzida a fórmula ou a doutrina.

Falam os teólogos de graça comum e de graça específica. Ora, toda a Graça é comum no sentido em que ela compreende toda a realidade que há. Adaptando a frase de Paulo no Areópago, nela nos movemos, vivemos e existimos. Por outro lado, erram os teólogos pois nenhuma Graça é comum: toda ela transcende, toda ela é inalcançável, toda ela é impossível de suster, limitar, compreender. Na Graça nada há de banal.

Há tempos um site de uma conhecida editora protestante apelava assim ao seu público-alvo: “Ama a doutrina da Graça?” Na entrelinha deixam a ideia: se a resposta é positiva, então este site é para si. Mas o que é isto de amar a doutrina da Graça?

Será a Graça uma mera ideia, um conceito? Ou será uma realidade transcendente que não é passível de ser cognitivamente compreendida, mas apenas experimentada?

Não invoquemos a graça em vão. Não a reduzamos a ideias ou doutrinas. Se necessário for, não entoemos os hinos que dela cantam e rasguemos os textos que dela escrevem. Não prestemos atenção a blogues como este que a analisam e muito menos a teologias que a dissecam.

Antes a vivamos! Dela bebamos, dela comamos, dela nos alimentemos nós, humanos sedentos e tantas vezes raquíticos! Que a Graça de Deus inunde as nossas entranhas, as nossas consciências, as nossas casas, as nossas empresas, as nossas escolas, os nossos bairros, as nossas igrejas, as nossas cidades, os nossos mundos!

Graça a rodos, para todos!