Pontos e contos de um cristão pós-moderno

Month: Outubro, 2014

Platão meteu o dedo na cosmovisão cristã

“A esperança cristã não está na imortalidade da alma, mas na ressurreição do corpo”. (Manuel Rainho)

Esta é uma frase pragmática que traz à luz a divergência entre duas abordagens que durante muitos séculos têm convivido no âmago da teologia cristã, num convívio demasiado pacífico – pernicioso até – e com implicações assinaláveis.

A primeira coloca a ênfase na imortalidade da alma: o corpo morre, faz-se pó e volta à terra, mas a alma não perece e vai para o “céu”. Sim, nós até podemos encontrar textos bíblicos que sustentam a crença de que a alma é preservada após a nossa morte física (embora essa doutrina nem sequer seja consensual; por exemplo, o John Stott, teólogo muito credenciado no meio evangélico, acreditava no aniquilacionismo). Mas independentemente da nossa crença em relação ao que acontece no pós-morte, temos de reconhecer que a alma do homem não pode ser imortal em si mesma. Tudo o que permanece, permanece porque é Deus que o permite e que o sustenta. Nesse contexto o único ser que tem em si mesmo o dom de estar acima da morte é o próprio Deus (como Jesus demonstrou). Falar da imortalidade da alma como se se tratasse de uma lei superior ao próprio Deus é abusivo e resulta muito mais da filosofia de Platão do que da Bíblia.

Foi Platão quem propôs que a alma é eterna e que apenas está unida ao corpo em períodos temporários por mero acidente (ou maldição). Segundo Platão, o que homem deve almejar é que a alma seja liberta do corpo para poder retornar ao mundo imaterial, que ele chama mundo das ideias e que diz ser o mundo perfeito. Para Platão, o mundo material é apenas uma projeção imperfeita desse mundo das ideias. (Deve notar-se que a alma para Platão é sinónimo de razão ou intelecto, não correspondendo àquela noção de lugar no qual confluem todas as características não físicas do ser humano, a sua consciência, angústias, conflitos internos, anseios, alegrias, etc.)

Santo Agostinho, séculos mais tarde, chegou à fé cristã por via da filosofia neoplatónica e incorporou a dicotomia alma/corpo na teologia cristã. Acaba por ser de Santo Agostinho que nós hoje herdamos a perspectiva de que o corpo é mau e a alma é boa, o corpo é corruptível e há-de perecer, mas a alma salva-se por ser superior ao corpo. Fica assim estabelecida uma cosmovisão segundo a qual o mundo imaterial é superior, mais benigno e mais perfeito do que o mundo material.

A segunda cosmovisão, que a meu ver é mais sadia e holística, compreende a matéria como algo que é potencialmente sagrado. É uma perspectiva muito mais condizente com a perspectiva judaica: a alma e o corpo formam um ser uno ao qual chamamos ser humano, não sendo possível separa-los. Como diz o René Kivitz: “corpo sem alma é defunto; alma sem corpo é fantasma”. Sob este ponto de vista podemos reformular a afirmação de Descartes: apalpo, logo existo! Ou seja, sem matéria não há ser humano. É verdade que o apóstolo Paulo nos complica um pouco o argumento porque também ele parece fazer uma distinção entre corpo e espírito. Trata-se, mais precisamente, de uma distinção entre o nosso velho homem (alienado de Deus) e o homem regenerado (à imagem e semelhança de Cristo). Isolando algumas frases de Paulo, poderíamos ser levados a pensar que ele segue um pouco a linha de Platão. Mas é também Paulo que fala de forma inequívoca na transformação e ressurreição do nosso corpo físico na primeira carta aos Coríntios.

Já no tempo de Paulo e dos apóstolos eram disseminadas doutrinas contraditórias acerca de Cristo: avançava-se com a possibilidade de que Cristo não tivesse ressuscitado corporeamente. Aparentemente havia na igreja de Corinto muito cepticismo relativamente à ressurreição de Cristo e à ressurreição dos mortos em geral. No capítulo 15 Paulo argumenta de forma brilhante que o fundamento da fé cristã é a ressurreição de Cristo. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Mas se Ele ressuscitou, então Ele foi o primeiro de muitos e, tal como Ele ressuscitou, nós ressuscitaremos também. Esta é a base da esperança cristã: a transformação e restauração de todas as coisas materiais e espirituais.

Talvez tenhas lido o texto até aqui e a tua reação seja esta: “Ok David, mas que revelância tem essa conversa? São questões acerca da vida pós-morte, ninguém sabe ao certo como será, não interessa reflectir muito sobre o assunto porque acaba por ser uma perda de tempo sem sentido prático.”

Eu até poderia tender a concordar com essa observação porque não tenho qualquer interesse em alongar-me acerca de assuntos desligados da realidade quotidiana, do chão da vida. Só que as consequências de termos incorporado a filosofia platónica na teologia cristã são vastas e são nefastas. Encontramos essas consequências em diversas áreas:

Na sexualidade: o sexo é intrinsecamente algo sujo e feio (um mal que a nossa fisiologia nos obriga a aceitar) ou é potencialmente algo sagrado e belo?

Na antropologia cristã: o homem é naturalmente bom ou naturalmente mau? Ou será que o homem é profundamente ambíguo? Pode o homem fazer algo genuinamente bom ou está condenado apenas a fazer a agir em egoísmo mesmo quando as suas acções aparentam abnegação?

Na missiologia: será que a missão da igreja é anunciar o evangelho para ‘salvar almas’? Ou será que podemos e devemos abraçar um conceito de missão mais amplo que diga também respeito ao mundo material? Aliás, o que é salvação? Será que o próprio conceito de salvação não está deturpado pela filosofia de Platão?

Na escatologia: no fim dos tempos a terra vai explodir, reduz-se a nada, e a criação é aniquilada? Ou o plano de Deus consiste em restaurar todas as coisas voltando a dar-lhes o tom sagrado que elas foram perdendo?

Na ecologia: (relacionado com o ponto anterior) o planeta é para cuidar, preservar e amar ou não tem importância porque é mundo material e há-de ser destruído?

No quotidiano: será que as actividades de carácter físico são imperfeitas e sem valor? Comer, lavar a loiça, praticar desporto, trabalhar, são actividades menores, profanas, sem significado?

Suspeito que encontramos consequências do dedo de Platão em muitas outras áreas. Serve este texto para desafiar (em primeiro lugar a mim próprio) a detectar em que aspectos me deixo influenciar pela cosmovisão platónica e a tratar deles à luz do Evangelho de Cristo. O Evangelho de Cristo não é uma mensagem de dualismos corpo/alma e mundo material/mundo espiritual; é a mensagem de redenção que tem como propósito tornar todas as coisas sagradas no seu todo. Assim seja!

Anúncios

Uma pergunta que tem de ser verbalizada

Segundo o livro do Génesis, a história do povo hebreu e da nação da Israel nasce com a promessa que Deus faz de forma vincada a Abraão:

“E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.
E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.
Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.”

(Génesis 13:14-17)

Esta promessa diz respeito à terra: segundo a promessa, a descendência de Abraão seria dona de um território vasto tornando-se um povo distinto e importante. É a esperança da terra prometida que motiva os percursos dos descendentes de Abraão e que molda a sua identidade e cosmovisão. Depois de saírem do Egipto sob a liderança de Moisés, entram na tal terra prometida, a terra de Canaã, já liderados por Josué. As ordens de Deus, dizem, são claras: há que atacar os povos que ali vivem sem piedade, matar todos ao fio da espada, executar o juízo de Deus sobre aqueles povos pagãos.

É certo que estamos a falar de uma outra era. Muito antes de se ouvir falar em direitos humanos e muito antes da Convenção de Genebra. Suspeito que muitas das características do povo de Israel que hoje nos parecem bizarras ou aberrantes, podem ser suavizadas se relativizadas à luz das culturas vizinhas. Possivelmente algumas dessas características até representam avanços civilizacionais por comparação com os padrões daquele tempo.

Mas sejamos honestos: a violência de Israel retratada no livro de Josué seria hoje chamada de genocídio. A palavra é forte, é desagradável, mas tem de ser pronunciada. E com ela vem a questão: terá Deus ordenado o genocídio dos cananeus?

Muitos cristãos acreditam que sim. Acreditam, de certa forma, que o julgamento de Deus sobre indivíduos ou povos tem sido, por vezes, executado ao longo da História da humanidade. Muitas histórias bíblicas podem assim ser levadas à letra, compreendidas como expressão desse julgamento: o dilúvio, Babel, Sodoma e Gomorra e a conquista de Canaã caberiam dentro desta perspectiva.

Uma das consequências desta crença é que fornece base (supostamente) bíblica para entender as catástrofes naturais como julgamento de Deus. É com argumentos destes que surgem Pats Robertsons a sugerir que o terramoto no Haiti foi castigo de Deus, prestando assim um claro desserviço ao Evangelho (que, lembremos, significa Boas Notícias).

Talvez esta consequência possa ser prevenida se acreditarmos, como muitos cristãos acreditam, que há uma divisão entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento: uma espécie de dispensacionalismo que pode explicar que a acção de Deus no Antigo Testamento era motivada por princípios diferentes daqueles que Ele aplica agora na Nova Aliança. Fala-se então em Tempo da Lei e Tempo da Graça.

Eu, pessoalmente, não consigo encontrar um ângulo a partir do qual possa aceitar o genocídio sem uma imensa dose de perturbação e até pavor. A ideia de que Deus ordenou o genocídio gera em mim desconforto intelectual e emocional e gera, sobretudo, uma inconsistência latente com a crença de que Deus é amor, é benigno e tem planos de redenção e de paz para a humanidade. Talvez o problema seja meu. Talvez me falte o entendimento e a sabedoria. Mas o que é certo é que o desconforto e a inconsistência estão lá e não os posso mascarar ou esconder. Mais, o dispensacionalismo só me parece agigantar ainda mais a inconsistência: se Deus muda a sua forma de interagir com o homem de forma tão drástica, como pode Ele ser a minha rocha inabalável, o alicerce firme no qual estabeleço a fé?

A inconsistência de que falo sobe de tom quando conhecemos Jesus. Recapitulemos: Deus promete a Abraão que a sua descendência herdará a terra de Canaã. Segundo os livros históricos, os descendentes de Abraão dão cumprimento a essa promessa através da invasão da terra e do extermínio dos seus habitantes.

Séculos mais tarde, chega Jesus. Lembremos o contexto em que Jesus Cristo levou a cabo a sua missão: os judeus tinham o seu território ocupado pelo Império Romano e esperavam que surgisse o Messias, um líder político ou militar que restaurasse a soberania e a glória da nação de Israel. Esta era a expectativa que fervilhava entre o povo judeu, tendo já havido outros homens que se auto-declararam messias antes de Jesus.

Como é que Jesus responde a esta expectativa? A resposta, dada no mais magnífico sermão de que há registo, choca a sua audiência:

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” (Mateus 5:5)

Com esta resposta, o verdadeiro Messias não estava apenas a colocar em causa as expectativas dos seus contemporâneos e a fechar a porta às suas tendências bélicas. Se acreditamos que Jesus é a perfeita revelação de Deus – é Deus -, são as suas palavras que carregam o peso da eternidade. O que Jesus diz não é apenas circunstancial, mas são palavras que transmitem princípios absolutos que brotam do carácter e do propósito do próprio Deus. Assim, estas palavras também colocam em causa as acções passadas de Israel. O princípio de apropriação da terra através do uso de força e de violência é condenado nas palavras de Jesus Cristo. São os mansos que hão-de herdar a terra. Num certo sentido, a promessa feita a Abraão continua válida, mas é-lhe dado um update: o caminho para a realização da promessa é o caminho de Jesus Cristo, a mansidão, a humildade, a entrega, o desapego, princípios que reconhecemos no próprio percurso de Jesus.

Como podemos conciliar a ordem de genocídio dada no Antigo Testamento com as palavras de Jesus proferidas no Sermão do Monte? Questões deste género já passeiam pelo meu pensamento há muito tempo. Lembro-me de uma vez as verbalizar: “Deus não terá sido injusto quando o pecado de um homem, Acã, levou a que fosse condenada e morta toda a sua família?” (Josué 7). A pessoa responsável por esse seminário reagiu com desagrado: “Deus nunca é injusto e faz o que quer, quando quer, como quer!”

Ora este tipo de resposta, que é como enterrar a cabeça na areia à moda da avestruz, não resolve nada! Sim, é verdade que quando nos debruçamos sobre a Bíblia encontramos muito mistério ao qual só podemos responder com temor e silêncio. Somos demasiado pequenos para compreender a imensidão da sabedoria e dos planos de Deus. Mas creio profundamente que Deus não fica melindrado com as nossas questões, ao contrário do dirigente daquele seminário. A Deus interessa que sejamos honestos e a honestidade deve levar-nos a reconhecer que a tensão é real, é latente, e tem de ser assumida: Jesus Cristo nem sempre se parece com o Deus apresentado na Bíblia hebraica.

Como se resolve esta tensão? Esta é a pergunta difícil, para a qual não tenho uma resposta fechada. Mas a minha inclinação vai no sentido de juntar a minha voz ao Brian Zahnd, quando ele sumariza assim a coisa:

“Deus é como Jesus
Deus sempre foi como Jesus
Nunca houve um momento em que Deus não fosse como Jesus
Nós nem sempre soubemos disto
Mas agora sabemos!”

Conjuga o verbo sagrar

“Glorify the Lord above
With your drink and making love
Glorify the Lord, my son,
With your whiskey and your gun.”

(da música Glorify, da banda Ivan and Alyosha)

Sagrar. Não é um verbo muito usado na nossa linguagem quotidiana. Talvez o seu uso mais comum seja no âmbito do desporto, como na bela frase: ‘o Benfica sagrou-se vencedor de todos os troféus nacionais na época transacta’. Mas podemos aplicar o verbo noutros contextos, mais que não seja porque está no Priberam e porque o Fernando Pessoa o emprega n’A Mensagem.

Ora serve o presente texto para argumentar que uma das formas de resumir a missão do discípulo de Cristo é esta: o discípulo de Cristo é o homem ou a mulher que conjuga o verbo sagrar de todas as formas possíveis, em todos os tempos verbais, em todas as circunstâncias e contextos da vida. Claro que aqui a conjugação de que falo é figurativa: não precisamos necessariamente de saber como é o pretérito-mais-que-perfeito do verbo sagrar na 2ª pessoa do plural; é na prática (na praxis) que somos convidados a sagrar.

Sim, procuramos tornar sagradas todas as coisas, submetendo-as ao propósito e à Graça de Deus, fazendo todas as coisas sob a firme convicção de que Jesus é Senhor e Rei. É esta fé que nos dá uma nova perspetiva e uma nova mentalidade para viver uma vida plena e abundante que não se deixa aprisionar pelo medo do profano. Para tal, é imperativo desmistificar o dualismo sagrado-profano, tantas vezes confundido com o dualismo religioso-secular.

Talvez possamos definir assim: sagrado é tudo aquilo que acontece, que fazemos ou que pensamos que está de acordo com o carácter e o propósito de Deus; profano é tudo aquilo que é neutro ou que é oposto ao sagrado: aquilo que não está de acordo com o carácter e o propósito de Deus.

Aquilo que reputamos de religioso pode ser sagrado ou profano: um ajuntamento de pessoas realizado em nome de Deus – os nossos cultos, missas, concertos ou retiros – pode constituir um ato profano. Em sentido contrário, uma atividade dita secular – trabalhar, pescar, jogar xadrez, brincar com os filhos – pode perfeitamente ser um ato sagrado. Esta distinção não é uma novidade, não é uma invenção de cristãos pouco ortodoxos do século XXI. É uma realidade demasiado antiga cujas implicações teimamos em não reconhecer. É a mesma distinção que encontramos vincada nas mensagens de profetas israelitas: “misericórdia quero, e não sacrifícios”. Isto é, Deus não está tão preocupado com aquilo que tem aparência de religioso. A vontade dele é outra: que o seu propósito seja cumprido e o seu carácter seja honrado em todas as coisas, e através de todas as coisas, por aqueles que se dizem seus discípulos.

Estas coisas eu aprendo, entre outros, com o Ed Rene Kivitz. Escreve ele na obra ‘O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia’:

“Queres agradar a Deus? Dá uma bicicleta ao teu filho e vai passear com ele no parque. Chama os teus amigos, curte a intimidade com eles, dá muitas risadas e saboreia a melhor pizza que puderes comprar. Lê Fernando Pessoa com o melhor vinho que puderes adquirir. Sente a brisa do mar no rosto. Se não estás a servir a Deus enquanto tomas um bom copo de vinho, não há outro jeito de servir a Deus. Se não estás a servir a Deus enquanto fazes compras no shopping, não há outro jeito. Deus não é o oposto das coisas. Ele é o pleno sentido de todas elas: por Ele são todas as coisas.”

O caminho de Cristo não é tanto o caminho religioso. É muito mais o caminho em que tudo quanto fazemos é feito numa tentativa intencional e dedicada de cumprir o propósito de Deus e honrar o seu carácter. É muito mais o caminho em que, em oração e em comunhão, convidamos Deus a estar presente em todas as coisas, sagrando-as, tirando-as das garras do profano, restaurando o seu verdadeiro significado sob a nova luz que brota de Jesus Cristo.

Como nota final deixo uma frase do Ariovaldo Ramos que resume de forma magnífica aquilo que tentei aqui alinhavar: “Todo o ato humano é praticado diante de Deus, o que significa dizer que ou é um ato de culto ou um ato de rebeldia.”

A Viagem

A bagagem está pronta.
A quantidade de milhas que vamos atravessar impõe respeito.
É uma enorme viagem.

Mas nas horas que a antecedem dou por mim a pensar que esta viagem é curta se comparada com a grande Viagem que é a vida.
À nascença é-nos dado o bilhete de embarque e, sem sermos consultados acerca da nossa vontade, cá estamos a viajar.
Numa fase inicial a rota dessa Viagem escapa ao nosso controle.
Mas há momentos em que podemos tomar o leme,
redireccionar a Vida,
apontar para um novo alvo.

Entretanto, a Viagem também se vai desenrolando nos caminhos do coração. Uma viagem que não se mede em milhas, mas que se concretiza gradualmente pela criação de uma nova identidade. O ponto de partida é o Adão que mora em nós. O alvo é Cristo formado em nós, pela acção do Espírito Santo, quando a Ele nos dedicamos e entregamos.

Que a viagem que vamos fazer para os antípodas contribua em tudo para a Viagem que o Espírito opera em nós.

Uma viagem ao serviço da Viagem.

Assim seja!